A importância da Psicologia no Desporto 

O contexto desportivo, hoje em dia, obriga a uma cada vez maior especialização, tanto ao nível dos praticantes, como dos recursos humanos envolventes. A perspetiva do desporto como mais um elemento do quotidiano desapareceu. O desporto., tal como outras áreas (e.g. empresarial, cultural, social), entrou na era da cientificidade. Ou seja, tudo aquilo que se perspetive como ideal para otimização do rendimento e bem-estar poderá ser aplicado ao desporto.

O treinador de futebol Jozef Venglos, acerca de 20 anos, afirmou que “o futebol caminha para a dimensão psicológica, para a inteligência”. Segundo ele, todas as outras dimensões, a técnica, física e tática tinham pouco mais a oferecer ao rendimento no futebol. Realmente, parece inegável que os treinadores, de uma forma ou de outra, dominam estas dimensões. Aliás, após um jogo é fácil ouvir-se nas discussões de café sobre aquele jogador que “dominou bem a bola com a parte interior do pé” – técnica – que “estava muito bem fisicamente” – física – ou que “fez um bom movimento ao segundo poste para o companheiro aparecer no primeiro para finalizar” – táctica.

Em concordância com isto, verificamos que, após um jogo, também é comum ouvir o treinador dizer que “sofremos um golo por falta de concentração”, ou antes do jogo que “teremos que ter confiança para ganhar”, que “estamos motivados”, etc. etc.

Coloco aqui duas questões (na formação desportiva de jovens) para saber as vossas opiniões:

Será que poderemos exigir a um jogador concentração se nunca a treinou?

As competências psicológicas podem ser treinadas? Em que circunstâncias? 

Quarta-Feira, 7 de Dezembro de 2011 ( in http://formacaofutebolde7.blogspot.com ) 

 

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